“E então teve a noite da pizza. Ele deu o dinheiro a um dos colaboradores e ofereceu pizza a quem o tinha assistido naquele dia. Foi uma melhora contínua”, acrescentou Alfieri.
O gesto de agradecimento de Francisco aconteceu quando ele já dava sinais de recuperação, dias depois de apresentar episódios graves de crises respiratórias e regurgitação, que colocaram a sua vida em risco. Foram os momentos mais críticos do período de internação, segundo o médico italiano.
“Pela primeira vez, vi lágrimas nos olhos de algumas pessoas ao seu redor. Estávamos todos cientes de que a situação havia piorado ainda mais e que havia o risco de ele não sobreviver”, disse Alfieri. “Posso dizer que por duas vezes a situação foi perdida e, então, (a recuperação) aconteceu como um milagre.”
Os médicos até cogitaram interromper o tratamento para não correr o risco lesar outros órgãos do papa, que já tem a saúde debilitada. A equipe decidiu insistir nas intervenções médicas e conseguiram recuperar a saúde de Francisco. Ele teve alta no domingo, 23.
“Entendi que ele havia decidido retornar para Santa Marta (residência do papa) quando, uma manhã, ele me disse: Ainda estou vivo, quando voltamos para casa?. No dia seguinte, ele olhou pela janela, procurou o microfone e se dirigiu à senhora com as flores amarelas”, se referindo a Carmela Mancuso, mulher de 79 anos que visitava o hospital com flores amarelas para desejar recuperação ao pontífice.
“Pareceu-me um sinal claro de que ele estava de volta e totalmente recuperado”, completou o médico.