O Procurador-geral do Maranhão, Valdênio Caminha, recentemente tomou uma medida significativa ao solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria Geral da República a investigação de dois assessores do Ministro do STF, Flávio Dino. A acusação central gira em torno de um suposto repasse indevido de informações sigilosas, que teria como objetivo beneficiar uma ação judicial do Partido Solidariedade. De acordo com Valdênio, os assessores Túlio Simões e Lucas Souza teriam acessado documentos do sistema interno da Procuradoria Geral do Maranhão, onde estão licenciados, para embasar uma ação no STF. Esta ação do partido busca o afastamento de Valdênio, sob a alegação de que ele não cumpriu uma decisão do STF, ao atuar para garantir que exonerados continuassem recebendo remuneração indevida.
Em sua defesa, o Procurador-Geral Valdênio Caminha argumenta que a situação é, na verdade, uma tentativa de retaliação e intimidação. Ele destaca que recentemente solicitou investigações contra o deputado estadual Othelino Neto, do Partido Solidariedade. É importante notar que o deputado é casado com a suplente que assumiu a vaga deixada por Flávio Dino no Senado Federal, quando este se tornou Ministro da Justiça e, posteriormente, ministro do STF. Os assessores de Flávio Dino, segundo Valdênio, estariam buscando documentos relacionados a uma ação no STF sobre nepotismo no governo do Maranhão, que envolve familiares do Governador Carlos Brandão.
A complexidade do caso é ampliada pela falta de respostas dos assessores acusados. A reportagem tentou contato com Túlio Simões e Lucas Souza para que pudessem se manifestar sobre as acusações, mas até o momento não obteve resposta.
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